48 anos de cinema acreano: Documentário conta a trajetória do cinema no Acre

Grandes personalidades falam sobre a construção e história do segmento cinematográfico no estado

No início dos anos setenta, a bitola de 8 mm era a ferramenta mais aclamada pelos cineastas da época. Logo depois veio o VHS (Video Home System) e por fim, nos anos dois mil, começou a era digital. Se a cronologia desses fatos te interessou, no dia 1º de junho, às 9 horas, ocorre no Theatro Hélio Melo a exibição do documentário “ Um Olhar no Cinema Acreano Nesses 48 Anos – Um Recorte na Sétima Arte” de Adriana Oliveira. O evento conta com o financiamento da lei Aldir Blanc e com o apoio da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM). 

O documentário busca mostrar como foi a construção do cinema acreano desde os anos 70, contando as dificuldades e impedimentos sofridos pelos cineastas na época. Através do projeto, a cineasta destacou a possibilidade de locar equipamentos cinematográficos para o longa-metragem, que tem em torno de 1 hora e 18 minutos ressaltando aspectos históricos e sociais. 

” Um projeto desse porte requer muito suporte e mesmo com todas as dificuldades foi possível ter.” Explica Adriana.

A paixão pelo cinema na vida de Adriana surgiu no ano de 2006, quando atuou como atriz pela primeira vez. A maioria dos filmes que atuou foram dirigidos por Guilherme Francisco, e, a medida em que o tempo foi passando, ela foi buscando fazer cada vez mais trabalhos na área.  

Arquivo pessoal : Adriana Oliveira.

“Na maioria dos filmes que eu fiz eu nunca ganhei nenhum recurso financeiro, foi mesmo por gostar do cinema, gostar da arte. Falar desse cinema nesses 48 anos é fazer uma reflexão sobre o presente, passado e futuro do nosso cinema.”, Disse Adriana.

Vários cineastas foram entrevistados para a composição da obra, dentre eles Guilherme Francisco, Adalberto Queiroz, Nilda Dantas, Da luz, Fátima cordeiro. Na produção há um destaque para “Teixeirinha do Acre”, percursor do cinema acreano, além de outras figuras do universo cinematográfico como Laurêncio Lopes,Tonivan etc…

Para a cineasta, fazer esse documentário é valorizar a nossa cultura, a nossa identidade, e mostrar isso para o público é propagar ainda mais a importância do recorte cinematográfico para a sociedade acreana. Parte do material organizado para a produção é conteúdo inédito e será exibido apenas no lançamento !E aí, se interessou pelo evento?

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