Álbum “Sementes” de Gabriel Pov3da chega às plataformas

Se liga nesse som! Projeto musical traz representatividade, leitura do presente e esperança para o futuro.

Saudades de um hit novo? O disco “Sementes” traz o olhar de Gabriel Siqueira Poveda, um artista sorocabano do interior de São Paulo. A primeira vez que veio ao Acre foi no ano 2018 a convite, apenas para conhecer a cidade. Sua história com a arte é muito vasta por já ter atuado em diversas funções. A experiência na área vai desde a técnica, a produção, gravação e composição.

 Todas essas habilidades foram reunidas em seu projeto solo que se chama “Pov3da” uma reformulação do seu sobrenome com um “3” no lugar da letra “E” por uma questão de numerologia. Para o artista, o número representa a criatividade, a união e a expressão, que são características presentes em seu projeto.

A medida em que foi se familiarizando com as pessoas e com a cultura acreana, Gabriel foi recebendo convites para fazer shows em espaços culturais, arrumando outros trabalhos também com grupos de teatro, e assim foi se identificando com a cultura local. No álbum ele procurou equilíbrio e harmonia ao falar de amor, da natureza, da vida e da fé, do momento atual referente à pandemia, mas também buscou falar sobre as coisas que estão acontecendo agora: “falar da angústia, das “surtadas” e das ansiedades desse corpo que vive em Rio Branco, no Acre, no Brasil, em 2021”.

Acervo pessoal: Gabriel Poveda

O objetivo principal é passar essa mensagem de transformação para o coração. “Sinto que a gente está vivendo um momento muito complexo; são muitos processos acontecendo internamente e externamente”, disse. Para Gabriel, falar sobre isso nas músicas faz com que muita gente se identifique. Em entrevista ele declarou que sente que o disco “Sementes” conta sobre transformação, ao mesmo tempo que diverge em estilos musicais diversos, letras e “flows”. Dentro dessa ótica de transformação que fala sobre assuntos e emoções distintas, muita coisa se conecta.

“A minha busca tem sido olhar para mim, para o meu corpo, para o mundo e para as coisas de outras formas, partindo de óticas que mais contemplem do que oprimam a pessoa que estou agora, entendendo também que ainda estou dentro de uma realidade que se organiza dessa forma hierárquica e binária. ”, explica.

Gabriel fez algumas músicas ao longo do ano em momentos de muita alegria e esperança no futuro, e em outros momentos nos quais o artista se pergunta: “Será que eu to viajando?”, atravessando esse deserto do desemprego. ”O disco foi uma grande surpresa pois não estava planejado, porém, foi acontecendo”, relata. Quando os editais da lei Aldir Blanc surgiram, ele sentiu que poderia encontrar a junção dessas faixas um conceito, um fio condutor, um nome para esse conjunto, mas, muito mais que isso, sobreviver com o recurso.

 “A vida é minha maior fonte de inspiração. Cada momento seja ele qual e como for, já é de grande inspiração. Nesse disco tem um pouco dos momentos que vivi, tem as paisagens de Rio Branco, tem música de amor, tem música de desespero e dúvida, ansiedade, mensagens de esperança, alegria. ”, explica.

 São 10 faixas no álbum, todas autorais produzidas e gravadas por ele. Cinco delas são composições que foram feitas em parcerias com outras pessoas.

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