Arte na periferia: Morador do bairro 6 de agosto ministra cursos e modifica o lugar onde nasceu

“Seja a mudança que você quer ver no mundo.” A frase pertence ao advogado e nacionalista Mahatma Gandhi entretanto, também se parece com Frank Costa. dançarino, bailarino e carnavalesco Frank permuta na arte destas maneiras diferentes. o artista teve 4 projetos aprovados na lei Aldir Blanc: 2 pela FEM (Fundação Elias Mansour) e 2 pela FGB (Fundação Garibaldi Brasil).
A lei foi muito importante para que ele redescobrisse um caminho artístico favorável para suas ideias.
“Antes eu não tinha visibilidade, eu não tinha oportunidade e principalmente eu não tinha o financiamento para esse projeto se realizar, só na minha cabeça.” Conta o dançarino.
Frank é morador do bairro 6 de agosto há 40 anos e ele sempre trabalhou dançando e atuando em festas juninas e também no carnaval. Além disso, é coreografo do movimento de bandas e fanfarras há mais de 15 anos. O artista falou sobre as dificuldades no bloco carnavalesco ‘tudo na luta”. Os recursos são buscados pela própria comunidade e na quadrilha e na fanfara é da mesma forma.
um de seus projetos aprovados pela FEM foi uma formação de 30 horas de assistente de coreografia. O carnavalesco é representando do bloco de seu bairro “seis é demais”. A segunda iniciativa se baseia em uma oficina para recrutar novos ritmistas de percussão da comunidade tendo como público alvo principalmente crianças e adolescentes do bairro 6 de agosto. A oficina de percussão “na cadencia do samba e da cidadania “tem como objetivo incentivar os alunos a darem continuidade futuramente.
O carnaval é muito importante para a comunidade é muito importante na visão do artista pois se trata de um movimento social, além disso ressocializa o indivíduo na sociedade através da dança e a música. Frank lamenta que este ano não tenha ocorrido carnaval como nos anos anteriores, mas diz que o momento não é de aglomerar pois ainda estamos vivendo a pandemia da covid-19.

“Nasci na ponta, estou dentro da ponta e agora estou como ponta realizando atividades para que pessoas assim como eu tenham o mesmo êxito.” Diz.
A sua intenção é poder fazer com que os alunos busquem dentro de si a vontade de pesquisar e de atuar na arte através da dança ou de qualquer outra ferramenta artística.
“Se agente que é artista não criar ambientes que proporcionem que essas pessoas descubram o lado artístico a ponto de descobrir o lado artístico, não vão sair.” Explica o dançarino.
A oficina de percussão terá início nos próximos dias, com ela Frank espera que a comunidade enxergue e oferte mais oportunidades como esta. A fundação Elias Mansour deseja que mais ações inspiradoras como esta surjam em solo acreano.

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