ARTISTAS ACREANOS: ENILSON AMORIM

Um sorriso valoroso no olhar, carregando impressões de capa cor de violeta. Foi assim que o escritor Enilson Amorim, 46 anos, adentrou a sede da Fundação Elias Mansour: segurando orgulhosamente as impressões finalizadas do livro “Clarinha e o Boto”. Na véspera do Dia da Literatura, comemorado em 1º de maio, Enilson senta-se para conversar sobre a trajetória dele como artista e escritor.

Com orgulho, ele relata que é filho de seringueiros e nascido no bairro Taquari, na capital do Acre. “Um homem que nega seu passado nega também seu presente”, cita o artista. Enilson iniciou a vida nas artes através de desenhos aos 8 anos de idade fazendo retratos, antes de se tornar escritor. Aos 12 anos, ele já era retratista em bares locais e vendia refrescos nas ruas de Rio Branco para comprar seu material escolar. 

Apaixonado por histórias em quadrinhos, criou sua HQ intitulada “Turminha Infantil”, tendo como personagens um grupo de amigos da infância que moravam no bairro. Lá, Enilson começou a criar suas primeiras histórias e criar roteiros. Elias, amigo do artista, deu a ideia de tirar fotocópias das historinhas para que o escritor pudesse vendê-las. E a ideia deu certo. 

Com o tempo e trabalho, foi descoberto pelo jornal O Rio Branco, através de uma seleção de um grupo de chargistas para trabalhar por lá, em 1994. Os jornalistas da redação viam os desenhos de Amorim e deram a dica: que ele deveria escrever para crianças. Quando trabalhou no jornal A Tribuna, Enilson trabalhou com o autor Hélio Melo. Através desse contato, lançou seu primeiro conto: Mapinguari, a Lenda. 

Apesar de ter dificuldades, teve seu livro lançado pelo Sesc Acre. E o trabalho foi um sucesso! A repercussão chegou até jornais em Manaus, no Pará, no Tocantins e em vários estados do país. E Enilson nunca mais parou.

Contemplado pela Lei Aldir Blanc no Acre, através do edital nº 002/2020 de Arte e Patrimônio, o livro “Clarinha e o Boto” foi relançado e conta a história de um pescador chamado José, cuja filha foi raptada por um boto. Tem como lição ensinar às crianças as implicações da pesca predatória para o equilíbrio do ecossistema.

A FEM parabeniza todos os escritores e escritoras do Estado do Acre, e deseja que cada vez mais a imaginação flua nas pontas dos dedos e das canetas desses artistas.

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