Desfile de moda sustentável com técnica patchwork ocorre no Acre

No dia 3 de julho, às 17h30min, acontece o primeiro desfile de moda com técnica patchwork, o Eco Moda Acre 2021. O evento ocorre no complexo Gran Reserva, localizado no estacionamento do antigo aeroporto, bairro Triângulo, em Rio Branco. Financiado pela Lei Aldir Blanc, através da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM), o projeto é de autoria da estudante de design de moda, Denise Arruda.

Por causa da pandemia do novo coronavírus, o desfile tem sua capacidade reduzida para 20 participantes e 130 das 600 cadeiras no total. Devido ao apoio da Lei Aldir Blanc, esse evento pôde movimentar financeiramente diversas famílias. “Foi um projeto que atingiu positivamente muitas pessoas. Nós temos decoração, maquiadores, cabeleireiros, uma costureira, fotógrafa, o câmera… É bastante gente trabalhando.”, conta Denise.

Antes do evento, muitos dos participantes não sabiam o que era o patchworking. O termo, do inglês, significa um trabalho com retalhos. Porém, isso está longe de ser apenas a “colcha da vovó”. Por unir diferentes tecidos de forma harmoniosa, o designer de moda consegue criar e reutilizar peças e tecidos que seriam jogados fora.

Um exemplo de trabalho em patchwork são os shorts customizados por Denise, feitos de sobras de calças jeans. Foto: Assessoria FEM.

O desfile é o segundo projeto de Denise na lei Aldir Blanc, sendo o primeiro a oficina de Técnicas Sustentáveis e Criativas na Moda. Foi um tremendo sucesso! Todas as vagas foram esgotadas ainda na manhã em que foram disponibilizadas. Na oficina, foram realizados métodos como o tie dye, patchwork, destroyed e customização. Inclusive muitos participantes se envolveram a ponto de fazer parte do desfile de moda.

Todas as peças foram feitas pelos próprios participantes. “Eles desenharam, alfinetaram, escolheram os tecidos, mas a costureira finalizou a peça. Eu não exigi deles que soubessem costurar, sabe? ”, revela Denise.

Participante da oficina “Técnicas Sustentáveis e Criativas na Moda”. Foto: Hannah Lydia

A estudante, que é nascida no Quinari, conta que sempre customizou suas peças de roupa. Customizava os abadás de carnaval há mais de 15 anos e as pessoas a procuravam para estilizar as peças delas, o que a garante uma pequena renda. Ela sempre gostou muito de reaproveitar peças ao invés de compra-las sem necessidade.

O Eco Moda reúne duas paixões de Denise: a biologia e a moda. A designer, que é formada em Biologia, conta que inclusive tem planos de fazer sua própria marca de eco moda, mas que não pode revelar muitos detalhes.

Como já foi professora de ciências em escola de ensino fundamental, Denise aproveitava as feiras de ciências para explorar a moda sustentável com seus alunos, que se envolviam com os projetos. Realizou oficinas, gravou vídeos e participou de eletivas em escolas para ensinar as pessoas a customizarem suas próprias peças.

Alunos da oficina “Técnicas Sustentáveis e Criativas na Moda”. Foto: cedida.

Denise também conta que o Acre é sim um espaço propício para o crescimento da moda. “Infelizmente a moda não é valorizada por aqui, mas tem muita gente com talento. O acreano é extremamente talentoso!”.

A estudante também conta que tem planos de fazer novos eventos, após a pandemia. “Quando eu vi os editais da Lei Aldir Blanc eu pensei: meu deus, é a minha hora! Está sendo tudo muito bem feito. Se houverem novas oportunidades de financiamento, eu com certeza vou inscrever um projeto. Mesmo sem financiamento, eu quero tentar algum patrocínio, sabe?”, retrata Denise. “O financiamento da lei está sendo um sonho realizado. Está tudo sendo bem investido e bem detalhado, sem custo para os participantes”. 

Para participar do evento de forma presencial, todos devem usar máscara e portar álcool em gel.

O Eco Moda conta também com um bazar e exposição.

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