Escritor lança livro que versa sobre a cultura acreana

O que uma viagem com um catraieiro pode render a um poeta? Na Semana Estadual do Livro e de Incentivo à Leitura e à Escrita o escritor Alessandro Gondim responde a essa pergunta. O autor foi contemplado no Edital de Arte e patrimônio proposto pela Fundação de Cultura Elias Mansour, com o livro “O poeta e o catraieiro”. A obra é uma “ode” à Amazônia e sua diversidade e tem como viés duas figuras centrais da nossa terra, o poeta e o catraieiro. Para a execução de seu projeto, ele ressaltou a importância da lei Aldir Blanc para os fazedores de cultura que, como ele, não tem recursos para realizar uma produção independente.

“Chegou numa hora perfeita para atender nossas necessidades e nos dar um fôlego de força para enfrentar essa pandemia com a arte” disse Alessandro.

A produção literária foca no cenário acreano, na terra, no povo, além de expressões e falas populares. Na visão do escritor “o poeta” ilustrado em sua obra descobre as belezas da natureza, da cidade e das pessoas através da viagem que faz com o catraieiro dentro de uma catraia. Suas poesias possuem vários personagens regionais dentre eles barqueiros e seringueiros. Tudo isso, tem muito a ver com a sua criação próxima de açudes e igarapés.

Segundo ele, essas relações com a natureza ainda se mantém viva mesmo na vida adulta. Alessandro traz consigo lembranças pessoais, mas também recorda sobre a experiência de seus avós e pais com a floresta.

O poeta acreano se considera uma incógnita para si mesmo por buscar se conhecer constantemente. Para ele, todo os dias estamos nos transformando, todo os dias somos “outro”, o que nos torna “uma metamorfose ambulante”. Sua escrita tem muito a ver com isso, pois parte do “sentir”. Ele tem como prioridade ser fiel ao eu-lírico no contexto do que acredita, partindo sempre de percepções internas e não externas. “ Só falo sobre aquilo que seja visceral e venha das minhas entranhas” afirma o escritor.

Alessandro é um apaixonado por literatura e pela arte como um todo e não vê sua vida sem esses elementos e revela que o grande encontro que teve na vida foi descobrir dentro de si um artista, um literato. Além da arte, o poeta se define como um “amante” da filosofia, a qual ele utiliza como uma grande inspiração teórica.

Para atiçar a curiosidade do leitor, o escritor revelou o nome de algumas poesias que irão compor o seu livro: O balceiro, Acreano do pé rachado, Raimundo, o seringueiro etc. E aí ficou curioso(a)? O livro será lançado dia 13 de setembro, segunda-feira, às 10 horas da manhã na biblioteca pública estadual Adonay Barbosa no piso superior.

 

 

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