No Bujari, FEM realiza projeto de valorização do patrimônio histórico e cultural

Nos dias 10 e 11 de novembro, a Divisão de Patrimônio Histórico e Cultural da Fundação de Cultura Elias Mansour (DPHC-FEM) realizou, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer do município do Bujari, o projeto de Articulação Institucional para o fortalecimento, reconhecimento e valorização do patrimônio histórico e cultural do Acre, na escola municipal Edmundo Pinto de Almeida Neto.

As oficinas foram ministradas pelas servidoras da FEM Elane Cristine, Hannah Lydia e Aurinete Malveira. Foto: Hannah Lydia

Estiveram presentes os gestores municipais das pastas de cultura, educação, igualdade racial, obras, saúde, assistência social e controladoria, além de representantes da classe artística das áreas de capoeira, música, artes visuais, cordel, artesanato e fanfarra. A programação do projeto previu, no decorrer de 16 horas de capacitação, a realização de três oficinas e uma visita técnica cultural na cidade. Uma das atividades foi a divisão dos participantes em grupos de trabalhos para elencarem quais os bens culturais que eles reconheceram como traços identitários. Ao final da primeira parte, foram indicados 27 bens culturais.

Na segunda oficina, a servidora da FEM, Aurinete Malveira, explanou sobre a importância da educação patrimonial para o fortalecimento da cultura local e a organização do roteiro do corredor cultural que os gestores escolheram para a pesquisa de campo. Iniciando a vistoria técnica, servidoras da FEM, junto aos gestores municipais e fazedores de cultura, visitaram 7 bens patrimoniais. São eles: Açude do 29, Engenho da Caixa Agrícola, Poço do Seu Maciel, Pedra Fundamental da Rádio Comunitária, Poço das Lavadeiras, Palmeiras Imperiais e o Centro Daimista Luzeiro do Amanhã.

Em uma experiência imersiva, todos puderam visitar locais históricos do Bujari. Foto: Hannah Lydia

A última parte do projeto envolveu a realização de uma oficina de jornalismo cultural com os participantes, abordando a importância das mídias sociais e da divulgação das atividades artístico-culturais do município, além de uma aula prática sobre criação de release e utilização de celular em vídeos e fotos para registro das ações individuais e coletivas.

A gestora Rosimeire Sales contou que um município novo como o Bujari ainda não tem seu patrimônio histórico definido, então a presença do DPHC possibilitou um maior entendimento sobre o assunto e também um melhor diálogo. “Ao fazer um passeio pela cidade, nós nos despertamos pra locais tão importantes que às vezes não damos valor. Então foi um momento muito importante de aprendizado e de partilha, e vai ajudar muito o setor cultural do município.”. E acrescentou: “Estamos muito gratos e agradecemos o pessoal da FEM por nos proporcionar esse momento”.

Ao final dos dois dias de atividades, os participantes realizaram um sarau cultural para mostrarem seus trabalhos. Ocorreram apresentações de poesias, cordéis, músicas e uma exposição de artes plásticas. O coletivo pactuou que iria organizar um grupo de trabalho entre os artistas presentes e a gestão municipal para iniciar os estudos para implementação da legislação municipal de patrimônio histórico e cultural.

Confira a galeria:

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