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Governo reinaugura Concha Acústica no Dia do Trabalhador

No Dia do Trabalhador, 1º de maio, o governo do Estado do Acre, por meio da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM), reinaugura a Concha Acústica Jorge Nazaré, às 18h, com a presença de artistas locais, gestores e sociedade civil, além da presença da Banda da Polícia Militar (PMAC). A banda Ara Ketu também irá se apresentar.

Espaço será entregue neste domingo, 1º. Foto: Marcos Vicentti/Secom

O espaço cultural, que foi inaugurado no ano de 2002, é referência no que diz respeito a performances, shows, intervenções culturais e atividades diversas. Está localizado em Rio Branco, no Parque da Maternidade e é um dos pontos turísticos mais famosos da capital. Este palco de eventos culturais e esportivos é um importante local de encontro da população.

Devido ao aumento de casos relacionados à pandemia da covid-19, de gripe e com a nova variante do coronavírus, o espaço seguiu sem funcionamento. Porém, o governo do Estado do Acre buscou a retomada das atividades culturais.

Foram investidos R$ 300 mil para a revitalização do espaço artístico-cultural. Foto: Marcos Vicentti/Secom

A obra foi contratada pela Fundação Elias Mansour (FEM) e executada pela Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra). Foram investidos R$ 300 mil para a revitalização do espaço artístico-cultural, que recebeu uma nova lona, com mais resistência, nova pintura e rampas, para maior acessibilidade, garantindo um alcance mais efetivo de artistas e do público.

De acordo com o presidente da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM), Manoel Pedro (Correinha), a Concha Acústica é um local de extrema importância para a sociedade, pois fortalece a cultura no estado.

“É com muito orgulho que entregamos a concha para a população, principalmente aos artistas, para  utilizarem deste espaço. A concha sempre foi um lugar com o qual tivemos um olhar muito cuidadoso. Devido à pandemia e por esse ser um local de muito movimento e eventos, não poderíamos arriscar a saúde da população, mas agora conseguimos entregar com êxito”, frisou.

Presidente da FEM, Manoel Pedro (Correinha), em visita às obras da Concha Acústica. Foto: cedida

A concha é considerada um palco universal. Em seu entorno transitam pedestres e ciclistas  em busca dos eventos culturais que acontecem por lá. O  local já recebeu músicos como Lenine, João Donato e a banda Los Porongas, atrações de carnaval e festivais como o Chico Pop, que faz referência ao jornalista acreano homônimo.

Jorge Nazaré Guimarães Gama (1960–1999),  natural de Rio Branco, tornou-se conhecido por sua contribuição ao movimento cultural audiovisual. Poeta, indigenista, ator e produtor de eventos, se destacou, também, como ativista cultural na década de 80.

Representação simbólica da Concha Acústica em logo marca.

Dia Mundial da Criatividade em Rio Branco será realizado nos dias 20, 21 e 22 de abril

A Organização Mundial da Criatividade é a responsável pela realização do dia anual da criatividade e neste ano o evento ocorre nos dias 20, 21 e 22 de abril. O maior festival colaborativo de criatividade do mundo abre inscrições na cidade para a realização de 24 atividades na capital (Rio Branco), afim de celebrar a vida ao redor do mundo e recrutar novos inspiradores.

O World Creativity Day é uma iniciativa da World Creativity Organization, organização responsável por difundir a marca, que atua globalmente para aumentar a conscientização de indivíduos, organizações e governos sobre o valor da criatividade como matéria-prima para a solução de problemas e, por extensão, no desenvolvimento social, tecnológico e econômico sustentável.

A ação realiza uma grande campanha de mobilização de educadores, empreendedores, líderes empresariais, criadores de conteúdo, estudantes, pesquisadores, influenciadores digitais, veículos de imprensa e outros agentes de mudança. A União destes colaboradores visa promover e conectar iniciativas em torno da criatividade, inovação e sustentabilidade em várias cidades do mundo.

Atualmente, a organização do festival em Rio Branco é representada pela líder Jane Vasconcelos, Jornalista, da Acretv.net que tem como responsabilidade ser a porta-voz do Dia Mundial da Criatividade na cidade, ajudando a organizar diversas atividades de interesse da população nos dias 20, 21 e 22 de abril sobre temas relevantes relacionados com criatividade e inovação.

“Ser aprovada pela Organização Mundial da Criatividade para trazer o Dia Mundial  da Criatividade para Rio Branco é um orgulho muito grande, mas só faz sentido se tivermos o apoio de voluntários, anfitriões, inspiradores e parceiros da nossa região que ajudem a transformar esse dia em um evento inesquecível para toda a nossa população poder celebrar a vida após tantos meses de incertezas. Em abril, vamos todos celebrar a vida e começar a construir um futuro melhor com muita criatividade e inovação.”

declara Jane Vasconcelos, responsável pelo Dia Mundial da Criatividade em Rio Branco. 
Jane Vasconcelos, responsável pelo Dia Mundial da Criatividade em Rio Branco. 
 
Sobre o World Creativity Day

Esta comunidade de criativos atua de maneira global reunindo agentes de mudança para promover e conectar iniciativas em torno da criatividade, inovação, sustentabilidade e ações concretas para o desenvolvimento econômico, cultural e social. A organização já respondeu aos pedidos do Secretário-Geral das Nações Unidas sobre a Resolução 71/284 para chamar a atenção sobre a designação de 21 de abril como Dia Mundial da Criatividade e Inovação para todos os Estados Membros, organizações do sistema das Nações Unidas e outros organismos internacionais, nacionais e organizações regionais, bem como a sociedade civil, incluindo organizações não-governamentais e indivíduos.

Sobre o Dia da Criatividade no Acre  

Em Rio Branco já estão sendo feitos os contatos, convites, e reuniões para mobilizar toda a comunidade. A equipe de voluntários ja está trabalhando também na programação para os dias 20, 21 e 22 de abril. “Nossa expectativa é muito grande, essa é a  primeira edição do Dia da Criatividade no Acre e queremos mobilizar pessoas, iniciativas e projetos que estão fazendo a diferença na suas comunidades e transformando vidas”, finalizou Jane Vasconcelos, responsável pelo Dia Mundial da Criatividade no Acre.

Para o fundador da instituição, Lucas Foster, após dois anos de profundas mudanças econômicas, sociais, culturais e comportamentais influenciadas pela necessidade de proteger as pessoas na pandemia, ele percebeu que o principal papel da criatividade em 2022 é ajudar as pessoas a resgatarem o prazer pela vida. 

“Com tantas pessoas vacinadas e protegidas, agora é a hora das pessoas valorizarem sua potência criativa e resgatarem a capacidade de viver com alegria, mesmo depois de tantos meses de dor e luto.”

Afirma Lucas Foster, idealizador do Dia Mundial da Criatividade e líder global da World Creativity Organization.

O Brasil já conta com mais de 70% de sua população totalmente imunizada com duas doses ou dose única da vacina contra a Covid-19. Esse primeiro ano de vacinação mostrou que o número de vidas perdidas pela doença despencou, chegando a quase zerar este indicativo. Essa tendência revela a efetividade da proteção que evita agravamentos de saúde, mas, também, que os cuidados precisam permanecer.

Inscrições

Atenção a esta data: As inscrições vão até 19/04 e estão disponíveis no site: www.worldcreativityday.com/brazil  

Para mais informações: Mais informações visite o site www.worldcreativityday.com/brazil ou mande pelo e-mail da organizadora do evento na cidade  janevasconcelosac@gmail.com

Governo financia primeiro festival envolvendo empreendedorismo e arte acreana

Neste sábado, 09, ocorre no lago do Amor, das 17h ás 22h o Festival Universo 68 que reúne o empreendedorismo local e também artistas acreanos. O evento é financiado pelo Governo do Estado do Acre, pela Lei Aldir Blanc, por meio da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM). 

A entrada é gratuita e a proposta é dar visibilidade aos novos e mais antigos empreendedores locais que administram os negócios como e-commerce e desejam expandir o contato de suas marcas com o público. As organizadoras do evento, Raryka Souza e Ingrid Mendonça, já foram responsáveis por realizar cerca de 14 edições desde 2018, entre feiras e exposições menores, este será seu maior evento a ser celebrado.

Feira organizada pela Universo 68 em edições passadas. Foto: Assessoria do festival

O projeto se tornou referência no incentivo de exposição de marcas autorais acreanas que buscam se interligar e expandir a autonomia de seus negócios. Sua primeira edição aconteceu na Universidade Federal do Acre (Ufac), e além das exposições das lojas, houveram apresentações culturais em um Palco Aberto, estruturado para que artistas locais pudessem se apresentar. Para Raryka, uma das organizadoras do evento, a sensação para a chegada do evento lhe enche de expectativa por se tratar do primeiro festival que estará realizando com a equipe.

Já para Ingrid, também organizadora do festival, o evento está sendo uma grande possibilidade para gerar novas conquistas e até mesmo oportunidade para os empreendedores locais. “Para nós é uma grande conquista em saber que estamos gerando oportunidades, incentivando e apoiando tantos empreendedores”, destaca.

Raryka Souza e Ingrid Mendonça, organizadoras do festival universo 68.Foto: Assessoria do Festival.

A Universo 68 por ter nascido na Amazônia, grande maioria dos empreendedores que a compõem são alinhados à sustentabilidade e o evento tem como uma das prioridades a valorização do mercado ecológico como uma rede sustentável. Para a proprietária da loja de produtos ecológicos “Chica” a expectativa é trazer mais conhecimento e consciência sobre o meio ambiente.

Fraldas ecológicas da loja “Chica” que participa do festival universo 68. Foto: Assessoria do festival
Francisca proprietária da loja “Chica” que participa do Festival Universo 68. Foto: Assessoria do festival

A loja trabalha com produtos ecológicos para cuidado pessoal, tais como: fraldas ecológicas, absorventes reutilizáveis, coletores menstruais, escovas de bambu, canudos ecológicos e cosméticos naturais. Sobre o evento, ela conta “O Festival Universo 68 reúne gente apaixonada pelo que faz, que valoriza o que é feito aqui no Acre, desde a cultura até os produtos e serviços. Sou admiradora do evento desde o início, nas feiras da UFAC e agora tenho a honra de fazer parte desse universo.”, contou a empreendedora.

 

A agenda artística do evento contará com um line-up especial em que será possível apreciar algumas das atrações locais. As apresentações começam às 17h com Adonay. Em seguida, às 17h30, o grupo da dança “Saturno” faz sua performance. Às 18h, a banda “Choro do Norte” entra no palco, estrelando com Joab Delfino, Larissa Machado, Eduardo Bibiano, Raylan Brayan, Tião Ferreira. Em seguida temos Anna Carolina que entra no palco às 18h40. Por volta das 19h20, temos Karol Souza se apresentando. Mais tarde, às 20h, Duda Modesto e sua banda composta por Isabel Darah, Gabi Oliveira e Renan Matos também se apresentam. Logo mais às 20h40, a banda JamBlues com Dyonnatan Costa, Nicke Koja, Edemilson Santos, Jhon Rabelo, Renan Matos e Cássia Arruda. O evento é encerrado com os The Roxy se apresentando às 21h40 com Eduardo Bibiano, Pedrinho Feliz, Elielton Castro, Naná Mesquita e Fernanda Ramos.

 

GOVERNO DO ESTADO, POR MEIO DA FEM, ASSINA ORDEM DE SERVIÇO DA TENTAMEN

 O Governo do Estado do Acre, por meio da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM) assina hoje, 07, às 15h, a ordem de serviço da Tentamen, a critério da Casa Civil. O projeto tem o valor de R$689.806,09 e foi elaborado pela FEM, em decorrência de um edital de fundo de direitos difusos do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Placa da fachada da Sociedade Recreativa Tentamen, fundada em 11-04-24 . Foto: Hellen Lirtêz

O objetivo da obra é realizar a restauração, adequação e reconstrução geral no que envolve toda parte arquitetônica (histórica) e hidráulica que se encontra muito degradada. Também passarão por um processo de reorganização os espaços destinados à área administrativa, recepção e lazer, bem como ampliar os mecanismos de acessibilidade.

A reforma do espaço irá beneficiar artistas, agentes culturais e a sociedade como um todo, voltando a ser utilizada para fins educativos e artísticos. Foram mais de três anos de muitas idas e vindas, em busca de devolver o espaço da Tentamen à sociedade acreana. Agora, o sonho se torna realidade.

Revitalização da Tentamen em 1980. Foto: Divisão de Patrimônio Histórico e Cultural – DPHC

Em 2020, foi tombada provisoriamente, em âmbito estadual, pelo governador Gladson Cameli. Para o presidente da Fundação de Cultura Elias Mansour, Manoel Pedro, a recuperação da Tentamen foi uma de suas missões desde o início, e sobre a atuação do governo, ele destaca.

“O nosso governador tem um olhar sensível para a cultura, ele mesmo pediu para que a gente não medisse esforços para recuperar a Tentâmen. E ele pôs todas as pastas que tem responsabilidade em algum momento do processo administrativo, quer que seja uma licença ou até mesmo a elaboração do projeto, disponível para esta obra que se inicia com o propósito de fortalecer a cultura de nosso estado”, destacou Manoel, presidente da FEM.

Reabertura da Biblioteca Pública Adonay Barbosa, Governador Gladson Cameli e presidente da Fundação de Cultura Elias Mansour, Manoel Pedro. Foto: Hannah Lidya

Sobre a Tentamen

O espaço histórico foi fundado em 10 de abril de 1924 e surgiu como Sociedade Recreativa Tentamen, e está situada no Segundo Distrito da capital Rio Branco. O lugar já foi palco de grandes eventos da sociedade acreana e seu nome se deve às diversas tentativas frustradas de fundar um clube, por parte de famílias tradicionais rio-branquenses.

Baile oferecido pelos comerciantes de Rio Branco ao Dr. Epaminondas Martins, Governador do Acre. Foto: Divisão de Patrimônio Histórico e Cultural – DPHC

A “Casa de Madeira”, que possui arquitetura única e histórica, é uma vitrine para diversos projetos culturais, como realizações de saraus com artista de diversas áreas da cultura e das artes do estado.O evento de assinatura conta com os servidores da FEM, SEINFRA, SEDUR e demais secretarias e sociedade civil.

Escritora lança livro na biblioteca pública Adonay Barbosa

A escritora Gabriela Nascimento lança nesta sexta-feira, 4, o livro “Sussurro”, às 19 horas, na Biblioteca Pública Adonay Barbosa. As obras fazem parte dos projetos aprovados na lei de Emergência Cultural Aldir Blanc.

Autora de “Sussuro”, Gabriela Nascimento. Arquivo Pessoal.

Há muito tempo a escritora desejava publicar uma de suas obras “Sempre sonhei em publicar um livro, mas eu nunca mostrava o meu trabalho antes, então o lançamento desse livro, para mim, é uma superação pessoal.”, diz a autora.

A narrativa se trata de um romance com um toque dramático inspirado em fatos reais e desenvolvido sob uma trama fictícia. O enredo engloba duas amigas, uma delas é Kiara, que luta contra seus traumas aos quais vivenciou junto à irmã mais velha. As duas personagens foram abusadas sexualmente pelo padrasto.

“A parte real da história me inspirou muito a conhecer o caso dessa família. O sofrimento de todos eles, saber como dói enfrentar a justiça e os traumas de um abuso sexual. Ver o quanto estas pessoas precisaram ser fortes, foi o que me inspirou a escrever.”, explica a autora.

Do outro lado da história, Cibele também viveu episódios de violência sexual e luta contra as consequências disso tentando se tornar escritora e, graças a sua amiga Kiara, acaba entrando em um concurso de poesias e adentrando no universo dos escritores. 

A escritora pauta um pouco sobre sororidade feminina, ressaltando a importância do apoio das mulheres em situações de assédio e abuso. A partir dessa mensagem:

“Queria que soubessem o quanto elas são fortes, o quanto lutaram e continuam sendo boas, mesmo sem razão para continuar, o quanto algumas pessoas têm uma história difícil, e que às vezes a gente reclama por tão pouco, têm um pouco sobre isso também, de como as mulheres podem se ajudar.”, explica a autora.

O livro estará disponível de forma física e digital na Amazon e demais bibliotecas da cidade.

Sobre a autora 

Gabriela Nascimento, tem 23 anos, é Engenheira Agrônoma e acadêmica de Jornalismo. É natural da cidade de Cruzeiro do Sul (AC), mas cresceu no Guajará, no interior do Amazonas. Foi criada em uma família de professores e pedagogos, por isso ler e escrever sempre fizeram parte de suas vivências. 

 

Semana de Arte Moderna: o centenário de uma nova era

Em 2022 comemora-se o centenário da Semana de Arte Moderna. O evento tem como tema principal o protagonismo da periferia, realizando uma troca cultural, onde haverá palcos espalhados pela cidade levando cultura oriunda do centro da cidade e vice-versa. 

Realizada pela primeira vez entre os dias 13 e 17 de fevereiro de 1922 no Teatro Municipal de São Paulo, a Semana de 22, como também era conhecida, foi organizada por artistas e intelectuais, uma elite paulista que buscava cortar as influências europeias e o conservadorismo vigentes. Esse evento marcou o início do movimento modernista no Brasil.

Dentre as áreas contempladas estavam a música, a literatura, a arquitetura e as artes plásticas como a pintura e a escultura. Grandes nomes que marcaram a Semana foram Di Cavalcanti, Candido Portinari, Tarsila do Amaral, Mário de Andrade, Manuel Bandeira, Graça Aranha, Oswald de Andrade e Heitor Villa-Lobos. 

O Modernismo foi um movimento artístico-cultural e social que tinha como objetivo a valorização da cultura local e o rompimento com a cultura e influência europeia. Era a guerra do “moderno x ultrapassado”. Em 1922, a Semana contou com 3 sessões lítero-musicais noturnas, e uma exposição com mais de 100 obras.

Em 2022, o evento busca valorizar e aproximar a cultura das periferias da capital São Paulo, levando-a ao Teatro Municipal. A cultura considerada “marginalizada” representa tudo o que o modernismo defende: afastamento do antiquado, valorização da cultura local e a rompedura com o conservadorismo e o status quo.

Em 2022 comemora-se o centenário da Semana de Arte Moderna.

As influências do modernismo.

O Modernismo teve influências em diversas áreas da arte. Na arquitetura as principais características foram o fim da rigidez, com planos mais abertos para o externo, com planos livres, com menos paredes. Alguns dos edifícios característicos do modernismo são o MASP e a igreja da Pampulha, em Belo Horizonte.

Com curvas que indicam movimento e fluidez, a Igreja da Pampulha é um exemplo de arquitetura moderna. Foto: Antonio Thomás/Flickr

Na pintura, a presença de linhas curvas, a informalidade, a presença de cores saturadas, intensas, e o abandono de formas realistas. Na literatura, caracterizavam-se principalmente a informalidade, o humor e a irreverência. 

O que acontecia no Brasil e no mundo na década de 1920?

O mundo estava recém-saído da gripe espanhola, que perdurou até 1920. O período ficou marcado pelo pós-Primeira Guerra Mundial; foi também quando o movimento sufragista ganhou ainda mais força, e, em 1920, os Estados Unidos ratificaram a 19ª Emenda, garantindo o voto a algumas mulheres (o direito ao voto de mulheres negras foi conquistado apenas em 1964). 

Nas artes, os estúdios Warner Bros, MGM e RKO estavam prestes a ser inaugurados, dando ainda mais força à arte cinematográfica. Foi também o início do cinema falado. Nomes como Charles Chaplin despontavam nas grandes telas. Naquela década surgiria o famoso curta-metragem “Steamboat Willie”, do futuro grande nome: Walt Disney. Seria criada também a International Academy of Motion Picture Arts and Sciences, que, atualmente, realiza a premiação do Oscar.

Na moda, os anos 20 marcaram o fim dos corsets e de roupas justas. As mulheres utilizavam roupas retas e batons avermelhados. Foto: Brasil Escola

O jazz tornou-se o queridinho da década, com seus acordes “rebeldes”, considerados “errados” pelos estudiosos da música clássica. Oriunda de comunidades negras que habitavam as regiões pantanosas de Nova Orleans, nos Estados Unidos, ela bebia da fonte do blues, com muita improvisação e ritmo contagiante.

A negação ao clássico e ao “correto” começava a se difundir.

No Brasil, tínhamos as influências da Revolução Industrial, período de desenvolvimento tecnológico que ocorreu na Europa, mas que resultou em consequências em todo o mundo. Por aqui, a década ficou conhecida como “Os Loucos Anos 20”. De acordo com o periódico Inovação e Tecnologia, em um artigo de Aurelice dos Santos Sales, a umbanda também surgiu no Rio de Janeiro na década de 1920.]

AÇAÍ DE FEIJÓ: DOSSIÊ HISTÓRICO E CULTURAL DO ESTADO

“O açaí é a uva das bandas de cá” 

O governo do Estado do Acre, através da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM), realizou e idealizou uma pesquisa a respeito da complementação histórica da região produtora do açaí mais notável do estado, Feijó. 

Foto: placa “açaí do bom melhor açaí de Feijó”, município de Feijó. Irineida Nobre. Dossiê de Complementação Histórica Sobre o Açaí de Feijó.

O estudo foi realizado por meio de uma parceria firmada entre SEBRAE – AC; FEM, através da DPHC – Divisão de Patrimônio Histórico e Cultural; e pelo NEPHI – Núcleo de Estudos e Pesquisas do Patrimônio Histórico Imaterial, como parte do projeto AC IG – Indicações Geográficas. 

A pesquisa aconteceu durante todo o ano de 2021. O Sebrae convidou a representante da FEM na área de Patrimônio Histórico, Irineida Nobre, historiadora, gestora de políticas públicas, para fazer a contextualização histórica do açaí de Feijó.  

O projeto objetivou registrar a complementação histórica do Dossiê de Notoriedade da região produtora do açaí de Feijó, através de um material audiovisual e escrito elaborado por meio de pesquisa bibliográfica, entrevistas de campo, reuniões com lideranças locais, produtores, agricultores e associações.

A RELAÇÃO ENTRE O MUNICÍPIO E O AÇAÍ

O açaí produzido em Feijó é considerado por muitos críticos como o melhor do Brasil devido a sua espessura mais grossa e sabor mais doce. O município de Feijó fica localizado na região central do estado do Acre.

Em Feijó, o açaí transpassa as fronteiras da ingestão como alimento e percorre todo esse caminho de conectar as pessoas com uma identidade forte e geograficamente muito bem delimitada: “O açaí de Feijó”, expressão que pode ser ouvida com muita facilidade em todo território acreano.

 

Foto: Casa de cor roxa fazendo alusão ao açaí de Feijó. Irineida Nobre. Dossiê de Complementação Histórica Sobre o Açaí de Feijó.

A identidade visual da cidade é algo que chama a atenção em Feijó, pois a cor roxa é muito presente na pintura de muitas casas, fachadas de instituições de ensino, espaços recreativos e até na pintura dos veículos de táxi local. O preço da tinta roxa também é diferente, o que demonstra que a cidade reconhece o fruto como símbolo.

SOBRE O FRUTO

O Açaí é uma espécie nativa das várzeas da região amazônica, especificamente da Venezuela, Colômbia, Equador, Guianas, e Brasil: nos estados do Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Maranhão e Tocantins. Deste fruto pode ser extraída a polpa, que pode ser utilizada para a produção de vinho, além de servir como acompanhamento de iguarias em outros pratos.

Na Amazônia, o açaí é consumido tradicionalmente junto com farinha, e há quem prefira fazer um pirão com farinha e comer junto com peixe assado ou camarão, ou consumir o vinho com açúcar.

O açaí possui ainda significativas quantidades de antocianina, nutriente responsável pela sua coloração roxa. Essa substância evita a degeneração celular, e subtrai o aparecimento de problemas cardiovasculares.

NOTORIEDADE DO PRODUTO

Os açaizeiros de Feijó são nativos, os chamados “açaí solteiro”, distribuídos por todo o território de forma impressionante e exuberante. São tantos “pés de açaí” que a impressão é de que para qualquer lugar, ou de qualquer janela que se olhe, lá tem um “pé de açaí” olhando de volta, relata a historiadora Irineida. O açaí possui grande importância cultural e social nas regiões, onde existem cooperativas, as quais produtores e trabalhadores do ramo buscam aumentar o escoamento da produção e a qualidade de seus produtos, aumentando assim o preço de venda.

O FESTIVAL DO AÇAÍ DE FEIJÓ

Foto: Festival do Açaí. Irineida Nobre. Dossiê de Complementação Histórica Sobre o Açaí de Feijó.

Quando foi criado, o festival consistia em ser uma troca de experiências entre produtores e de produtos derivados do açaí, sem fins comerciais. No entanto, com o passar do tempo, a celebração ganhou notoriedade e ainda passa por mudanças até os dias atuais. 

É comum ouvir relatos de famílias, amigos e curiosos que se organizam em grupos e se deslocam de Rio Branco (capital acreana) e de outros municípios para prestigiar o Festival do Açaí de Feijó. A quantidade de público também impressiona. No ano de 2021, foi a primeira vez que o festival aconteceu de forma remota, mas mesmo assim houve grande participação de público.

Este festival mobiliza o estado inteiro. Além de poderem saborear o melhor açaí do Brasil, os festeiros podem curtir shows de celebridades locais e nacionais, o que faz com que o festival tenha muito crédito com a população acreana.

A PRODUÇÃO

As pesquisas sobre o fruto mostraram que o gosto do açaí muda de região para região; seu modo de ser feito; seu rendimento e sua intensidade. Feijó, no entanto, carrega isso em essência pela quantidade de palmeiras exorbitantes que possui, pelas famílias que vivem da produção do açaí e, principalmente, pelo fato do fruto ser o símbolo da cidade.

Foto: Açaí cremoso. Irineida Nobre. Dossiê de Complementação Histórica Sobre o Açaí de Feijó.

Para o presidente da COPERAÇAÍ, José Giovanni Nascimento, registrar a produção que ocorre é de suma importância para a valorização do trabalho. “A IG do açaí é importante em três grandes pilares: o primeiro é não perder a identidade; o outro é a parte econômica e a competitividade do produto e sua valorização de mercado; o terceiro é a sustentabilidade e manter a “mata em pé”, porque mais de 99% hoje da nossa produção é natural e nativa. Nós precisamos dessa “mata em pé”, então existem três pilares no Dossiê de Notoriedade da região produtora do açaí de Feijó que pode estimular e fortalecer aspectos da história e da cultura”, explica.

A pesquisadora e historiadora responsável por esse dossiê histórico do açaí, Irineida Nobre, não só indica a qualidade da produção e do fruto, mas também o festival de Feijó que possui importantes aspectos sociais, culturais e turísticos.

“Eu indico, para possível registro e salvaguarda, via decreto estadual e municipal, o festival do açaí de Feijó pelas diversas características apontadas na pesquisa, que levam esse evento de décadas de existência a um patamar de patrimônio histórico-cultural imaterial do Acre.”, explica.

ACESSE O DOSSIÊhttps://bit.ly/A%C3%A7a%C3%AD-de-Feij%C3%B3

Centelha é indicado a competitiva no Festival no Rio de Janeiro

Centelha é um curta produzido pelo cineasta Renato Vallone e protagonizado pelo ator Cléber Barros , com participação especial de Karine Guimarães. A obra está concorrendo à premiação no Festival do Rio de Janeiro que inicia no dia 9 de dezembro e vai até o dia 19 de dezembro. O Festival é um dos maiores da América Latina. A atividade está retomando sua programação após quase dois anos, cumprindo todos os protocolos de segurança contra a Covid-19.

A produção foi exibida pela primeira vez no Cine Teatro Recreio no dia 26 de agosto, e a segunda ocorreu no Via Verde Shopping, as duas foram cabines de exibição para convidados. Centelha se encaixa na categoria “Novos Rumos” que é uma mostra destinada para novas linguagens e experimentos. O Festival do Rio ocorre do dia 9 ao dia 19 e as exibições do Centelha nos dias 16 e 18 de dezembro.

Sinopse

Delírio da fome de um homem que incorpora no decorrer de um ritual ancestral, os demônios de um país doente. Casa e homem tornam-se testemunhos vivos da história. Santuário ou quartel general, as transformações afetam tudo ao redor e provocam a “fúria do céu”. O protagonista possui características marcantes como por exemplo o fato de ser um anarquista subversivo.cria cachorros e gatos que são a sua única companhia.Na sua solidão, busca a cura para todos os males através dos devaneios que tem, até que certo dia, algo de diferente acontece e muda sua perspectiva.

O curta de 27 minutos é editado em P&B fazendo uma crítica às ruínas do país, e emerge das faíscas da humanidade, embora o protagonista esteja vivendo a miserabilidade de um país órfão. O diretor Renato Vallone é um cineasta do Rio de Janeiro, nascido no bairro da Pavuna e, de acordo com sua vivência,Centelha é o vazio de um personagem que trás dentro de si um retrato social. Apresenta uma manhã cinzenta que nos assola, a qual, para o cineasta, todos os brasileiros vivem nesse momento.” explica.

Foto: Arquivo pessoal. Renato Vallone e Cléber Barros.

 Sobre o ator

Dramaturgo, ator, diretor e formado em Cenografia pela universidade de Macerata na Itália, Cléber Barros é professor de teatro há 37 anos na Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM). Foi coordenador do setor de comunicação e radiodifusão. Nascido no Seringal Campinas, aos 13 anos foi para o Rio de Janeiro, onde realizou seu primeiro trabalho de teatro em uma peça dirigida por Maria Clara Machado, criadora do Teatro Tablado, são 61 anos de teatro pelo mundo. Cléber já esteve no norte ao sul do Brasil, mas também na Inglaterra, França e vários outros países da Europa. Participou da série “De Galvez a Chico Mendes”, escrita por Glória Peres. Centelha é seu trabalho mais recente. 

Foto: Arquivo pessoal. Protagonista do curta “Centelha”, Cléber Barros.

Confira a programação

  •  16/12 (quinta-feira), às 19h : Sessão de gala para convidados, no CINÉPOLIS LAGOON – Av. Borges de Medeiros, 1424, Lagoa.
  •  18/12 (sábado), às 15h: Sessão para público com debate, no ESTAÇÃO NET RIO – R. Voluntários da Pátria, 35, Botafogo

Usina de Arte recebe espetáculo infantil “As Aventuras de Pinóquio”

Inspirado no clássico italiano de Carlo Collodi e na famosa animação da Disney, a história do famoso boneco de madeira ganha uma versão sob a direção de Jocilene Barroso, co-direção de Arthur Dias, com roteiro adaptado por Suellen Medeiros e coreografias por Kelvin Wesley. A montagem do espetáculo é financiada pela Lei Aldir Blanc, por meio da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM) e conta com o apoio da Federação de Teatro do Acre (Fetac), da Balance Studio de Dança, Tulipa Montana, Spoletto Bosque, da Casa de Brinquedo, Expresso Animação e Usina de Arte João Donato.

O espetáculo conta com 16 artistas em cena, entre atores e bailarinos, em especial o ator Kayk Amorim, de 14 anos de idade, no papel do boneco de madeira. Esta é a primeira vez que o artista terá a chance e o desafio de interpretar um protagonista, o que ele comemora.

“Foi um desafio muito grande, mas todo ator gosta de um desafio, então eu gostei de mais de trabalhar o Pinóquio. E tivemos uma preparação bem intensa para interpretar os personagens”, relata.

Kayk Amorim
Fonte: cia de teatro expressão

Os ingressos antecipados podem ser adquiridos na loja Casa de Brinquedo, no bairro do Bosque, ou no dia da apresentação na Usina de Arte. Por conta das medidas de prevenção contra o novo coronavírus, a capacidade da plateia será reduzida. A Cia de Teatro Expressão vai disponibilizar álcool em gel na entrada e o uso da máscara no local é obrigatório.

Na peça, Pinóquio é criado por Gepeto, carpinteiro solitário que sonhava em ser pai. Com a magia da Fada Azul, Pinóquio ganha vida e conta com a ajuda do Grilo Falante para mostrar que é valente, sincero e corajoso e se tornar um humano. Inocente, o boneco vai se meter em confusões e cair em vários apuros para conseguir realizar seu sonho.

Fonte: cia de teatro expressão

Chamada de consciência de Pinóquio, o personagem do Grilo também é marcante na história e exigiu dedicação extra do ator Arthur Dias, que assumiu mais de uma função da produção. “Lidar com o processo criativo, de treinamentos e trabalho do ator da personagem e ainda colaborar com a co-direção, foi muito engrandecedor, mas exigiu sacrifícios. Só consegui pelo apoio da Jocilene e dos colegas, a equipe é fantástica. Nossa expectativa é de trazer a mensagem de esperança, descobrimos que nossos personagens esperançam, apesar das circunstâncias adversas, adaptam-se, sobrevivem!”, relata Dias.

A preparação de todos os atores ficou sob a responsabilidade da diretora Jocilene Barroso que estava sem poder dirigir grandes trabalhos desde o início da pandemia. Com “As Aventuras de Pinóquio”, ela comemora o nascimento do novo projeto. “Estou muito feliz em poder trazer um novo trabalho para o nosso público após um período tão difícil para todos nós. Este espetáculo é uma grande aventura lúdica, com muita cor, música e diversão para toda a família. Unimos dança e teatro para criar uma atmosfera mágica e trazer um pouco de diversão para todos!”, comemora Jocilene.

Fonte: cia de teatro expressão

No papel de “João Honesto”, o ator Júnior Rodriguez, que também assina a maquiagem e o figurino, destaca o quanto a história de Pinóquio aborda temas e problemas universais, como o trabalho, desigualdade social e a ganância, que ainda existem na sociedade atual. “Eu gosto muito da peça pelo subtexto que está lá, à disposição de quem se permitir enxergá-lo, mas que também proporciona só entretenimento para quem, assim, quiser”, afirma.

Com foco em trabalhos infantis no estado há 10 anos, a Cia. de Teatro Expressão estreia seu novo espetáculo “As Aventuras de Pinóquio”, que entra em cartaz neste mês de novembro. A estreia do espetáculo foi no dia 18 , quinta-feira, às 19h, com entrada gratuita. As demais apresentações serão realizadas nos dias 20, 21, 27 e 28, ás 17h, com ingressos a R$30 (inteira) e R$15 (meia entrada), todas na Usina de Arte João Donato.

Ficha Técnica:

Produção: Luck Aragão, Jocilene Barroso e Arthur Dias / Direção: Jocilene Barroso / Co-direção: Arthur Dias/ Coreografias e Sonoplastia: Kelvin Wesley/ Texto: Suellen Medeiros/ Op. de Som: Douglas Victor /Iluminação : Luís Rabicó/ Cenário e Adereços: Ulisses Sanches /Figurino e Maquiagem: Jocilene Barroso e Arthur Dias e Júnior Rodrigues / Costureira: Tereza Leite/ Assitente de Produção: Thauan Charles / Assessoria de Comunicação e Marketing: Daniel Scarcello e Jocilene Barroso

Elenco: Kayk Amorim (Pinóquio), Grilo (Arthur Dias), Gepeto (Clecio Menestrel), Fada Azul (Suellen Medeiros), João Honesto (Júnior Rodrigues), Gideão (Kelvin Wesley), Stromboli (Thauan Charles), Espoleta ( Alice de Paula)

Corpo de Baile: Andressa Morais, Nuriá Lopes, José Gabriel, Fredson Cuelho, Paulo Henrique, Franklin Costa, Yana Mesquita e Jayne Maciel.

Fonte: cia de teatro expressão

Consciência Negra: artista promove Festival Afro-cultural a partir de 15 de novembro

No mês da Consciência Negra, à beira do Rio Acre, no festeiro bairro da Base, a artista Camila Cabeça promove o Festival Afro-cultural Cabeça de Nêga com programação que celebra a semana da Consciência Negra, de 15 a 20 de novembro de 2021. As temáticas passam pela educação antirracista e patrimonial cultural com foco no Acre.

O Festival foi aprovado pelo Edital de Produção e Eventos Consolidados/Inéditos nº 007/2020 do Governo do Estado do Acre, por meio da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM), com recursos da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc.

Fonte: Assessoria de imprensa FEM/organização do festival Cabeça de Nêga e presidente da FEM, Manoel Pedro

A programação, inspirada nos saberes do povo da Amazônia, inclui: treinamento para comunicadores; palestras; oficinas; rodas de conversa; atendimento jurídico; Feira do Bem Viver; Cortejo de Maracatu; ato pelo Dia da Consciência Negra; apresentação de Marujada; programação musical “A hora do pôr-do-sol de Oyá” e baile musical.

“Cabeça é orí, é o nosso conhecimento, então o Festival foi pensado para Rio Branco, partindo da comunidade do bairro da Base. Faremos um trato sonoro, artístico, com formação, fruição artística, de natureza sensorial, de troca de conhecimentos de forma que fortaleça o elo de todes; tanto de mulheres quanto da sociedade como um todo”, explica, artista e proponente do projeto.

Camila Cabeça

Um destaque na programação será a participação da escritora, arquiteta e urbanista Joice Berth que ministrará a palestra “Decolonialidade e Empoderamento”, no dia 16 de novembro, às 19h. A vinda da escritora ao Acre é fruto da parceria da organização do Festival com o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC). Nascida e criada em São Paulo, formou-se em Arquitetura pela Uninove em 2010, tendo posteriormente feito pós-graduação em Direito Urbanístico pela PUC-MG.[2] Tem como campo de pesquisa o direito à cidade, com recorte de gênero e raça

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Fonte: Profissionais SA, escritora e arquiteta Joice Berth.

O atendimento jurídico oferecido pela Defensoria Pública do Estado do Acre (DPE) nos dias 16 e 19 de novembro, também faz parte da programação. O serviço fornecido pela DPE, são: consultas a processos; orientações sobre pensões alimentícias; pedidos de guarda, e entre outros que já são oferecidos pela defensoria.

A carreira de Camila Cabeça chega a um ciclo ainda mais especial, em 2021 ela completa 10 anos de cantoria. Na trajetória de produtora à artista, ela fez residência artística e ministrou aulas para turmas internacionais. Como pesquisadora, desenvolveu o método artístico “Carimbó para o Despertar do Corpo”; promoveu lives durante a pandemia e viajou por cidades acreanas com projetos de “afrobetização”, que tem compromisso com a luta antirracista.

Como forma de pontuar o Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, a programação do Festival prevê o ato “Aquilombar é Preciso”, articulado pelo Movimento Negro Unificado no Acre (MNU-Acre), com início às 9h.

Festival Afro-cultural Cabeça de Nêga (programação)

Data: 15 a 20 de novembro de 2021

Horário: de segunda a sexta, das 08h às 21h, e aos sábados das 08h às 22h

Local: Rua Barbosa Lima – Bairro da Base

Inscreva-se nas oficinas do Festival Afro-cultural Cabeça de Nêga!

Nos dias 15, 16, 18 e 19 de novembro das 14h às 17h
No dia 17 de novembro das 09h às 11h
Local: sede do Bloco Sambase
Vagas: até 20 pessoas

  1. Oficina: Meu Cabelo, Minha Identidade – https://forms.gle/c4u8CHqzbBWXsuy97
    Oficineira: Kelly Cristina Oliveira
    Data: 15 de novembro de 2021 / Horário: das 14h às 17h
  2. Oficina: Turbante – https://forms.gle/htwphJoRjcbwJ3Xk6
    Oficineira: Allańá Dï Souza
    Data: 16 de novembro de 2021 / Horário: das 14h às 17h
  3. Oficina: Legado de Mercedes Baptista –https://forms.gle/JBJAqEgH2Z6K3gnr9
    Oficineira: Camila Cabeça
    Data: 17 de novembro de 2021 / Horário: das 9h às 11h
  4. Oficina: O corpo – https://forms.gle/QP1MCCWmfgdkWh5a9
    Oficineire: Kika Sena
    Data: 18 de novembro de 2021 / Horário: das 14h às 17h
  5. Oficina: A dança e os ritmos da Marujada Brig Esperança –https://forms.gle/u5NjtrE1t28Y2K536
    Oficineiro: Mestre Aldenor e componentes do Folguedo
    Data: 19 de novembro de 2021 / Horário: das 14h às 17h